terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
últimos dias
sobre 2015. gosto de olhar para trás e pensar sobre o que fiz e o que não fiz. o que devia ter feito, o que ficou por fazer e tantas outras coisas que ainda posso fazer. gosto de ver os caminhos que percorri, as pessoas que conheci, o meu contributo para alguma coisa melhor, se aprendi alguma coisa nova, se me superei, se fui feliz, se é esta a vida que quero, se é este o mundo que eu quero, se as minhas escolhas influenciam de forma positiva um mundo melhor e mais justo. gosto de olhar para trás e ver o que alcancei.
mas gosto ainda mais de traçar objetivos. gosto de sonhar com um novo ano, gosto de pensar que vai ser melhor, que os sonhos não se esgotam, gosto da palavra esperança na minha vida e pensar que se pode ter um mundo melhor e pensar que vou ser Feliz contigo.
e que venha 2016!
sábado, 19 de dezembro de 2015
dezembro
ohhh, vida boa.
cheia de luzes de natal. bolos e bolinhos com chá e café.
leituras e conversas boas. mercados alternativos em projetos super engraçados, com pessoas cheias de vida, a transbordar energia positiva e com ideias muito interessantes. muito, muito inspirador.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
não sei
não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí.
não sei o que quero, mas sei que não te quero.
não sei o que sinto, mas sei que não quero esse sentimento.
não sei o que vejo, mas sei que quero voltar a ver.
não sei se alguma vez te ouvi, mas sei que não te ouço mais.
não sei se alguma vez acreditei, mas sei que quero voltar a acreditar.
não sei o que fiz, mas sei que vou fazer tudo outra vez.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
não tenho pressa
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.
Alberto Caeiro
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