segunda-feira, 10 de novembro de 2014

24 horas






peço imensa desculpa, pela falta de posts, mas não é falta de vontade, nem falta de inspiração para escrever o que me vai na alma ou o que se tem passado nos meus dias, é mesmo falta de tempo. hoje prometi que escrevia qualquer coisa, aqui vai.

entre aulas, grupo de dança na escola, treinos de voleibol todos os dias, jogos ao fim-de-semana, corridas (já consigo correr 40´seguidos, yessss!) e a M. no 1º ano, que cada vez mais, precisa de muita atenção... são 24 horas vividas e cronometradas ao segundo. mas com tempo para outras coisas, claro! descobrir sítios novos em Lisboa, jantaradas e boas conversas. só não tenho tido tempo para ler. 

termino os meus dias FELIZ, com uma sensação de tranquilidade e de leveza e acordo com vontade de fazer tudo outra vez, dia após dia. 

tenho muita sorte, já disse isto uma vez, não me canso de dizer, tenho sorte porque faço o que gosto. atenção: não é tudo um mar de rosas, nem sempre é tudo espectacular. quando acordo às 6:45 na 2º feira, apetece-me ficar na cama e dormir até às 13:00 ou quando a M. faz as suas fantásticas birras, quando cruza os braços e diz: "não quero sopa, outra vez sopa, todos os dias sopa" ou então quando o trabalho aperta,  apetece-me FUUUUUUUGIR!!!!! 

trabalhar com crianças e jovens é um desafio.  as crianças são autênticas, não controlam as emoções, reagem ao momento, à palavra, não controlam os sentimentos, são sinceras e dizem o que lhes vai na mente. é um trabalho desgastante, mas muito inspirador e muito gratificante.
na 2º feira passada, não tive tempo para tomar café de manhã e entre a primeira aula e a 2ª aula, não tive intervalo, porque fiquei a falar com um aluno, estava prestes a rebentar, quando entra uma aluna e diz: "Bom dia, professora, fiz anos ontem e trouxe-lhe uma fatia de bolo", foi o suficiente para ficar com um sorriso de orelha a orelha até ao resto do dia ou então quando uma mãe de uma menina de 18 anos, liga antes do treino de voleibol e nos diz: "Catarina, pode falar com a C., eu já não sei o que lhe hei-de dizer" ou então quando estou a fazer o jantar e a M. aproxima-se e abraça-me. são momentos de ouro, são pequenos gestos e palavras que fazem toda a diferença.

com o tempo vamos aprendendo a aproveitar cada momento, a aproveitar mais o presente e a pensar menos no dia de amanhã. com o tempo damos mais valor à simplicidade do momento.


Boa semana!

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