quinta-feira, 27 de março de 2014

Graça



     não reparem, mas tenho um buraco nos ténis (para que saibam, eu corto as unhas dos pés), ninguém me manda jogar voleibol com ténis que não servem para esse efeito. é desta que compro os Mizuno.  

adoro o ambiente descontraído da Graça.
adoro a luz, a cor, os prédios, as vilas, os miradouros, o 28 e as mercearias de bairro. gosto de ir em direcção ao Castelo, gosto de descer até às Portas do Sol e descobrir novas ruas, gosto do mercado de Santa Clara, do largo da feira da ladra, dos cafés, do mosteiro de São Vicente e do Botequim. mas o que eu mais gosto é da mistura de pessoas que vivem na Graça e que tornam o ambiente tão descontraído. é verdade que é um local muito procurado por artistas, a Graça tem a mística que tem Montmartre, um verdadeiro bairro boémio, procurado também por turistas que procuram casa para passar férias e que evitam a frieza dos hotéis, pretendem com isso entrar no espírito do bairro. mas na Graça habita uma mistura muito engraçada de pessoas, de várias culturas, de várias nacionalidades e de vários estratos sociais, mas as pessoas conhecem-se, cumprimentam-se, ajudam-se e isso é raro acontecer nos dias de hoje, especialmente numa cidade. é um bairro onde o Sr.Manuel do café e a Sra. Helena da mercearia fazem parte do nosso dia-a-dia. 
todos os bairros deviam ser assim e seriam de facto uma Graça.

 

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